segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Ministério da Cultura só repassará verbas a municípios com bibliotecas

Ministério quer garantir que prefeitos invistam na manutenção das bibliotecas


Fonte: Agência Brasil
29/10/2010 22:33

O ministro da Cultura, Juca Ferreira, afirmou nesta que somente municípios que mantenham bibliotecas públicas terão direito de receber verbas do ministério. A medida será detalhada por meio de portaria ministerial a ser editada ainda este ano e objetiva garantir que os prefeitos invistam na manutenção das bibliotecas.


“O Brasil já zerou o número de municípios sem bibliotecas, mas elas acabam fechadas, porque os prefeitos não acham relevante pagar duas bibliotecárias e três funcionários”, disse o ministro. Por isso, segundo ele, o governo vai elaborar uma portaria que exigirá que os municípios tenham um biblioteca pública, caso contrário não terão direito a recursos federais.


“Já zeramos o déficit de bibliotecas por duas vezes, mas quando pesquisamos vimos que há mais de 100 municípios que fecharam os espaços”, destacou o ministro, durante a solenidade de comemoração dos 200 anos da Biblioteca Nacional no Rio.

O presidente da Fundação Biblioteca Nacional, Muniz Sodré, afirmou que só nos últimos quatro anos foram implantadas 1.856 bibliotecas em municípios brasileiros, cada uma com 2 mil livros, além de computador e programa específico.


Muniz comemorou o repasse de R$ 31,7 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para investimentos no centenário prédio da biblioteca – construído no centro do Rio 100 anos depois de sua fundação -, incluindo elevadores, cobertura e loja temática.


Também será reformado um imóvel na região portuária, onde funcionará a hemeroteca, setor dedicado ao arquivamento e consulta de jornais, documentos e revistas. No local, que abrigará 3,5 milhões de documentos, haverá uma biblioteca popular para os moradores dos bairros da Saúde e da Gamboa.


A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), do Ministério da Ciência e Tecnologia, fez um aporte de outros R$ 6 milhões para aumentar a capacidade de digitalização de documentos da Biblioteca Nacional, permitindo o acesso remoto às informações em qualquer parte do país e do mundo a estudantes e pesquisadores.


“A grande questão é a democratização da cultura. A biblioteca tem se aberto por meio da digitalização, que gera mais de um milhão de acessos por mês, enquanto que o número de visitantes mensais ao prédio é de 15 mil. A ideia é tornar isso aqui num centro de atração no Rio de Janeiro, não só com livros, mas também com vídeos, computadores e imagens”, afirmou Muniz.


A Biblioteca Nacional foi criada com a vinda da família real, em 1808, a partir de um acervo de 60 mil peças. Funcionou incialmente em uma sala do Hospital do Convento da Ordem Terceira do Carmo, na atual Rua Primeiro de Março. Em 29 de outubro de 1810, um decreto do Príncipe Regente determinou que o local acomodasse a Real Biblioteca, aberta ao público em 1814.


Exatamente 100 anos depois, em 29 de outubro de 1910, foi inaugurado o atual prédio da Biblioteca Nacional, que hoje possui um acervo de nove milhões de obras, sendo considerada a oitava instituição no mundo em número de documentos.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Cineteatro Paripueira exibe neste domingo, dia 17, o filme Madame Satã





O Cineteatro Paripueira exibirá neste domingo (17) o filme “Madame Satã”, que tem como protagonista o ator Lázaro Ramos, a partir das 19h, com entrada gratuita. O projeto Cineteatro Paripueira é uma iniciativa da Associação Comunitária e Beneficente Vila Ana Maria (ABEVILA), ONG localizada na cidade de Paripueira, no litoral norte de Alagoas, próximo a Maceió.

O Cineteatro Paripueira foi um dos contemplados no edital Cine Mais Cultura oferecido pelo Ministério da Cultura, com acompanhamento da Secretaria de Estado da Cultura e é fruto de uma parceria entre a Sociedade Amigos da Cinemateca – SAC, com o Ministério da Cultura, para realização de ações do “PROGRAMA MAIS CULTURA” e tem por objetivo deste, o apoio às atividades regulares de exibição audiovisual sem fins lucrativos bem como o incentivo ao surgimento e a consolidação de iniciativas de mesma natureza, como a formação de cineclubes.


O Cineteatro Paripueira leva à população, além do cinema, muitas outras manifestações artísticas como o teatro, dança e a música, com o intuito de aproximar a população de Paripueira desta produção cultural, principalmente à produção de vídeos, documentários, espetáculos de dança, música ou teatro que tanto cresce em Alagoas.


O filme desta semana será Madame Satã que faz parte da seleção feita pela Programadora Brasil.



Sinopse:


Rio de Janeiro, 1932. No bairro da Lapa vive encarcerado na prisão João Francisco (Lázaro Ramos), artista transformista que sonha em se tornar um grande astro dos palcos. Após deixar o cárcere, João passa a viver com Laurita (Marcélia Cartaxo), prostituta e sua "esposa"; Firmina, a filha de Laurita; Tabu (Flávio Bauraqui), seu cúmplice; Renatinho (Felippe Marques), sem amante e também traidor; e ainda Amador (Emiliano Queiroz), dono do bar Danúbio Azul. É neste ambiente que João Francisco irá se transformar no mito Madame Satã, nome retirado do filme.
Serviço:


Cineteatro Paripueira


Filme: Madame Satã
Dia: Domingo, 17 de outubro
No Paripueira Praia Clube
Horário: 19h
Entrada gratuita
Informações: (82) 9306-9894

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Espetáculo Oní Xé a Áwuré estreou lotando Teatro Deodoro

Oní Xé a Áwuré estreou neste domingo e a festa foi até a Praça Deodoro
Já na terça (12) estará na Praça Santa Tereza, na Ponta Grossa

A estreia do espetáculo Oní Xé a Áwuré lotou no último domingo (10) o Teatro Deodoro com uma apresentação que emocionou a todos, sendo ovacionado ao final com uma grande confraternização entre os artistas e o público estendendo-se até a Praça Deodoro, deixando os jovens do elenco visivelmente emocionados e felizes. “Foi maravilhoso... quando o público começou a aplaudir antes mesmo do espetáculo chegar ao fim.. me senti muito emocionada.”, observou a jovem Priscila Graciele, uma das dançarinas do espetáculo.




Dirigido pelo dançarino, professor e coreógrafo Edu Passos o espetáculo, baseado na Lenda de Oxalufã, transcrita por Pierre Verger, é formado por jovens das escolas públicas de nossa capital, Alberto Torres, do bairro do Bebedouro e a Escola Estadual Professor Theonilo Gama, situada no bairro do Jacintinho, teve origem no projeto “Dança Afro-Brasileira nas escolas” premiado, pelo Ministério da Cultura, com o I Prêmio Nacional de Expressões Culturais Afro-Brasileiras, sendo o único na região nordeste, e que consistiu na realização de oficinas de dança afro onde aproximadamente 60 jovens frequentaram no período de maio a julho, e desde agosto vem acontecendo os ensaios para a montagem do espetáculo. No elenco estão 22 jovens.




A estreia no Teatro Deodoro foi o primeiro espetáculo no teatro após sua reabertura e mobilizou um grande número de pessoas, tanto que os convites chegaram ao fim, cinco dias antes. Mas quem não pôde ir ao Deodoro tem mais 5 oportunidades gratuitas de assisti-lo, já que o espetáculo, com duração média de 50 minutos, possui formato que se adapta a lugares abertos nas comunidades periféricas que tem difícil acesso aos equipamentos culturais ou até mesmo nunca tiveram a oportunidade de assistir a um espetáculo de dança. A maratona começa já a partir desta terça, 12 de outubro, Dia das Crianças, onde o grupo se apresentará na Praça Santa Tereza, na Ponta Grossa.




Edu Passos, que com 30 anos de carreira na arte da dança, mineiro, radicado em Alagoas, teve origem seu projeto O projeto concorreu na categoria dança, com 120 inscritos, que disputavam os prêmios de R$ 80 mil reais. Ao todo foram distribuídos R$ 1.100.000,00 para 20 projetos de três categorias artísticas com estética negra contempladas nesta edição: teatro, dança e artes visuais. O prêmio é uma iniciativa do Centro de Apoio ao Desenvolvimento Osvaldo dos Santos Neves (Cadon) e da Fundação Cultural Palmares, com patrocínio da Petrobras, por meio da Lei Rouanet, do Ministério da Cultura.


As oficinas tiveram como objetivo geral aproximar os participantes da linguagem artística da dança, trabalhando a expressão corporal e, como específico, formar multiplicadores para o ensino da dança afro-brasileira e teve sua metodologia baseada na relação entre a prática da dança e o processo reflexivo sobre o fazer. As aulas sempre foram intercaladas com leitura de textos e discussões provocadas pela Professora/Ms. Nadir Nóbrega, que é a Coordenadora Pedagógica do projeto e Diretora Cênica do espetáculo.






“Estamos muito felizes por esta receptividade, pois o espetáculo com o título de ONÍ XÉ A ÀWÚRE (Senhor que faz com que tenhamos boa sorte), baseado na Lenda de Oxalufã, transcrita por Pierre Verger, teve como preocupação montar o espetáculo na contemporaneidade... contando a lenda da história de Oxalufã (Oxalá), que queria visitar seu filho Xangô. Oxalá consulta o seu Babalaô, que diz para ele, que não era uma época boa para ele fazer aquela viagem, pois se fizesse ia lhe acontecer vários incidentes durante a viagem. Oxalá que era teimoso faz a viagem e acontecem vários aborrecimentos durante o percurso e ele acaba sendo preso no Palácio do seu próprio filho, Xangô. Xangô em uma consulta com o seu Babalaô, descobre que o homem que está preso no seu Palácio é seu pai, ele ordena que o soltem e prepara uma grande festa para Oxalá”, explica Edu Passos, que foi basatante parabenizado na noite de estreia.












O espetáculo conta com as participações do cantor Igbonan Rocha, além dos músicos Denivan Costa, Paulinho Keita, Roberi Verçosa, Cristiano Borge e Thiago Felipe.




Serviço:
Espetáculo Oní Xé a Àwúre
Baseada na lenda de Oxalufã, transcrita por Pierre Verger
Resultado do projeto “Dança Afro-Brasileira nas escolas” premiado com o I Prêmio Nacional de Expressões Culturais Afro-Brasileiras
Apresentações em praça pública:
- Apresentação dia 12 de outubro, (terça) na Praça Santa Tereza, na Ponta Grossa
- Apresentação dia 23 de outubro, (sábado) na Praça Lucena Maranhão, em Bebedouro
- Apresentação dia 29 de outubro, (sexta) no projeto Mirante Cultural, no Jacintinho
- Apresentação dia 30 de outubro, (sábado) no Alto do bairro de Ipioca
- Apresentação dia 06 de novembro, (sábado), na Praça Sebastião Elias (vizinho à Companhia da PM) no Clima Bom.
Todas as apresentações acontecerão às 20 horas.
Realização: Centro de Apoio ao Desenvolvimento Osvaldo dos Santos Neves (Cadon)
Parceria: Universidade Federal de Alagoas (UFAL) e Fundação Cultural Palmares
Patrocínio: Petrobras através da Lei Rouanet (Lei de Incentivo à Cultura), do Ministério da Cultura
Informações: (82) 9971-4281 / 3032-0489.




























quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Neste domingo (10) Cineteatro Paripueira exibe filme em homenagem ao Dia das Crianças


A Associação Comunitária e Beneficente Vila Ana Maria (ABEVILA), ONG localizada na cidade de Paripueira, no litoral norte de Alagoas, próximo a Maceió, exibirá no próximo domingo (10) no projeto Cineteatro Paripueira o filme “A Era do Gelo 3” em homenagem ao Dia das Crianças, com entrada gratuita, a partir das 19h, no Paripueira Praia Clube.

O Cineteatro Paripueira foi um dos contemplados no edital Cine Mais Cultura oferecido pelo Ministério da Cultura, com acompanhamento da Secretaria de Estado da Cultura e é fruto de uma parceria entre a Sociedade Amigos da Cinemateca – SAC, com o Ministério da Cultura, para realização de ações do “PROGRAMA MAIS CULTURA” e tem por objetivo deste, o apoio às atividades regulares de exibição audiovisual sem fins lucrativos bem como o incentivo ao surgimento e a consolidação de iniciativas de mesma natureza, como a formação de cineclubes.



O Cineteatro Paripueira acontece todos os domingos, no Paripueira Praia Clube e leva à população, além do cinema, muitas outras manifestações artísticas como o teatro, dança e a música, com o intuito de aproximar a população de Paripueira desta produção cultural, principalmente à produção de vídeos, documentários, espetáculos de dança, música ou teatro que tanto cresce em Alagoas.


Para esta edição especial do Dia das Crianças, serão distribuídos pipoca, pirulitos e sorteio de brinquedos, tudo arrecadado junto a comerciantes locais.


O filme desta semana será A Era do Gelo 3.

Sinopse:


Em A ERA DO GELO 3, Scrat continua tentando agarrar a noz fujona e nesse processo talvez encontre o verdadeiro amor; Manny e Ellie esperam o nascimento de seu mini-mamute; a preguiça Sid forma sua própria família adotiva seqüestrando alguns ovos de dinossauro; e Diego, o tigre dentes-de-sabre, se pergunta se não está ficando “mole” demais devido à convivência com seus amigos. Em uma missão para resgatar o azarado Sid, a turma se aventura em uma nova era, onde a fauna e a flora são diferentes. Neste local, dão de cara com dinossauros, lutam contra plantas carnívoras de fúria assassina – e conhecem uma incansável doninha de um olho só, caçadora de dinossauros, chamada Buck.






O longa será dublado no Brasil por Diego Vilela (Manny), Tadeu Mello (Sid), Márcio Garcia (Diego) e Claudia Jimenez (Ellie).






O filme volta a acompanhar Manny, Sid e Diego em uma nova aventura, com novos personagens. Carlos Saldanha, o brasileiro que co-dirigiu o primeiro filme e dirigiu o segundo, volta a comandar o terceiro.

Serviço:


Cineteatro Paripueira


Filme: A Era do gelo 3


Dia: Domingo, 10 de outubro
No Paripueira Praia Clube


Horário: 19h


Entrada gratuita
Informações: (82) 9306-9894

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Espetáculo de dança afro Oní Xé a Áwuré estreia no Teatro Deodoro no próximo dia 10

Projeto de dança afro com jovens de escolas públicas de Maceió dá origem a espetáculo baseado na lenda escrita por Pierre Verger que será encenado em mais cinco bairros da cidade


Único projeto premiado no nordeste com I Prêmio Nacional de Expressões Culturais Afro-Brasileiras, do Ministério da Cultura, “Dança Afro-Brasileira nas escolas” sob responsabilidade do dançarino, professor e coreógrafo Edu Passos deu origem ao espetáculo de dança afro “Oní Xé a Àwúre”, baseado na Lenda de Oxalufã, de Pierre Verger, e dirigido pelo próprio Edu Passos tem estreia prevista para o dia 10 de outubro (domingo), no Teatro Deodoro a partir das 20h, com entrada gratuita por meio de convites. Em seguida, o espetáculo será apresentado em diversos bairros de Maceió com exibições públicas mostrando o resultado das oficinas ministradas por Edu, que com 30 anos de carreira na arte da dança, mineiro, radicado em Alagoas, teve o seu projeto premiado, e que consistiu na realização de oficinas de dança afro em duas escolas públicas de Maceió: Escola Estadual Alberto Torres, situada no bairro do Bebedouro e a Escola Estadual Professor Theonilo Gama, situada no bairro do Jacintinho, onde aproximadamente 60 jovens frequentaram as oficinas durante o período de maio a julho e desde agosto vem acontecendo os ensaios para a montagem do espetáculo. No elenco estão 22 jovens.



O projeto concorreu na categoria dança, com 120 inscritos, que disputavam os prêmios de R$ 80 mil reais. Ao todo foram distribuídos R$ 1.100.000,00 para 20 projetos de três categorias artísticas com estética negra contempladas nesta edição: teatro, dança e artes visuais. O prêmio é uma iniciativa do Centro de Apoio ao Desenvolvimento Osvaldo dos Santos Neves (Cadon) e da Fundação Cultural Palmares, com patrocínio da Petrobras, por meio da Lei Rouanet, do Ministério da Cultura.





Edu Passos explica que nos seus 30 anos de trabalho, nunca havia visto um edital voltado para expressões culturais afro-brasileiras, o que o motivou a criar esse projeto direcionado para as escolas públicas. Seu objetivo foi levar aos jovens da periferia de Maceió a dança afro-brasileira como qualquer outra disciplina do currículo escolar. Segundo Passos este prêmio é o reconhecimento do trabalho que ele desenvolve há anos e do seu compromisso com a cultura afro.



As oficinas tiveram como objetivo geral aproximar os participantes da linguagem artística da dança, trabalhando a expressão corporal e, como específico, formar multiplicadores para o ensino da dança afro-brasileira e teve sua metodologia baseada na relação entre a prática da dança e o processo reflexivo sobre o fazer. As aulas sempre foram intercaladas com leitura de textos e discussões provocadas pela Professora/Ms. Nadir Nóbrega, que é a Coordenadora Pedagógica do projeto e Diretora Cênica do espetáculo.


O espetáculo, com duração média de 50 minutos, possui formato que se adapta a lugares abertos nas comunidades periféricas que tem difícil acesso aos equipamentos culturais ou até mesmo nunca tiveram a oportunidade de assistir a um espetáculo de dança.





Numa rápida entrevista Edu Passos fala um pouco mais sobre o projeto e sobre o espetáculo:


Como surgiu a idéia do projeto?

EDU PASSOS - Surgiu quando eu li o Edital do I Prêmio Nacional de Expressões Culturais Afro-Brasileira, promovido pela Fundação Cultural Palmares, Teatro, Dança e Artes Visuais. Onde ia ser contemplado com o prêmio, um projeto de cada linguagem por cada Região do País. Aí tive a ideia de fazer um projeto onde eu aplicava oficinas de Dança Afro-Brasileira em duas escolas da rede pública de Maceió, para alunos (as) do Ensino Médio. Com o objetivo de formar multiplicadores da Dança Afro-Brasileira e o produto final das oficinas seria a montagem de um espetáculo de Dança Afro para ser apresentado em lugares abertos na periferia de Maceió. Para minha felicidade o meu projeto foi o premiado na categoria Dança - Região Nordeste.







Como se deu a seleção dos jovens?

EDU PASSOS - Primeiro escolhi as escolas: a Escola Estadual Alberto Torres, situada no bairro do Bebedouro e a Escola Estadual Professor Theonilo Gama, situada no bairro do Jacintinho. Passei em todas as turmas do Ensino Médio explicando o que era o Projeto e como ia ser desenvolvido, fiz o convite a todos e aguardei a presença deles no sábado dia 08 de maio de 2010, dia em que iniciei as oficinas.





Quais foram as maiores dificuldades até aqui?

EDU PASSOS - No início foi à resistência de alguns alunos (as) que não sabiam o que era Dança Afro. Sempre ligavam à dança afro à macumba, até que foram conhecendo e entenderam a proposta. E depois os espaços físicos das escolas, para as oficinas de dança. Não haviam salas preparadas para aulas de dança.





E a seleção para participar do espetáculo como aconteceu?

EDU PASSOS - Aconteceu naturalmente, já que todos que participaram das oficinas ficaram para o espetáculo. Até porque durante as oficinas já estávamos trabalhando com eles a montagem do espetáculo. Aqueles que não continuaram saíram por vontade própria.






Do que se trata o espetáculo?

EDU PASSOS - O espetáculo tem o título ONÍ XÉ A ÀWÚRE (Senhor que faz com que tenhamos boa sorte), baseado na Lenda de Oxalufã, de Pierre Verger. Mas a nossa preocupação foi montar o espetáculo na contemporaneidade... não levar para o palco os elementos do sagrado do candomblé.





O que é a lenda?

EDU PASSOS - A lenda conta a história de Oxalufã (Oxalá), que queria visitar seu filho Xangô. Oxalá consulta o seu Babalaô, que diz para ele, que não era uma época boa para ele fazer aquela viagem, pois se fizesse ia lhe acontecer vários incidentes durante a viagem. Oxalá que era teimoso faz a viagem e acontecem vários aborrecimentos durante o percurso e ele acaba sendo preso no Palácio do seu próprio filho, Xangô. Xangô em uma consulta com o seu Babalaô, descobre que o homem que está preso no seu Palácio é seu pai, ele ordena que o soltem e prepara uma grande festa para Oxalá.



O espetáculo contará ainda com as participações do cantor Igbonan Rocha, além dos músicos Denivan Costa, Paulinho Keita, Roberi Verçosa, Cristiano Borge e Thiago Felipe.





Ficha técnica
Espetáculo Oní Xé a Àwúre
Baseada na lenda de Oxalufã, de Pierre Verger
Resultado do projeto “Dança Afro-Brasileira nas escolas” premiado com o I Prêmio Nacional de Expressões Culturais Afro-Brasileiras
Estreia - Dia 10 de outubro, (domingo) no Teatro Deodoro
Convites podem ser retirados na bilheteria do Teatro Deodoro até o dia 08 de outubro.
Apresentações em praça pública:
2ª Apresentação dia 12 de outubro, (terça) na Praça Santa Tereza, na Ponta Grossa
3ª Apresentação dia 23 de outubro, (sábado) na Praça Lucena Maranhão, em Bebedouro
4ª Apresentação dia 29 de outubro, (sexta) no projeto Mirante Cultural, no Jacintinho.
5ª Apresentação dia 30 de outubro, (sábado) no Alto do bairro de Ipioca.
6ª Apresentação dia 06 de novembro, (sábado), na Praça Sebastião Elias (vizinho à Companhia da PM) no Clima Bom.
Todas as apresentações acontecerão às 20 horas.


-Coreografias: Edu Passos e Nadir Nóbrega Oliveira


-Direção cênica: Nadir Nóbrega Oliveira


-Direção musical: Paulinho Keita
-Músico (berimbau): Denivan Costa


-Percussionistas: Paulinho Keita, Roberi Verçosa, Cristiano Borge, Thiago Felipe
-Cantor e repertório: Igbonan Rocha
-Dançarinas:
Andréa Karla Pontes da Silva
Andressa da Silva Solano Moura
Christiohane Correia da Silva
Heloísa Lima de Carvalho


Larísse Darline da Silva
Luciene da Silva Santos


Niedja Tenório


Priscila Graciele da Silva Teixeira


Samila Pereira da Silva


Sheyla Morgana Pereira da Silva
Viviane dos Santos Silva
Viviane Santos do Nascimento
Yasmin Brenda Silva Santos


-Dançarinos:


Aldemir dos Reis


Denivan Costa de Lima


Diego Januário dos Santos
Elvis Santiago da Silva Santos


Joseph de Morais
José Nunnes de Souza
Marcos Paulo Marques de Lira
Rafael Oliveira Saraiva da Silva


Ricardo Cardoso Moura dos Santos


-Direção geral: Edu Passos


-Figurinista: Andréa Cavalcante de Almeida


-Arte gráfica: Marcos Elizário (Gordo)


-Cenógrafo: Acioli Filho


-Cenotécnico: Jeamerson dos Santos
-Iluminação: Edner Careca


-Som: G & T: Sonorização e Iluminação (Teco)


-Palco: Túlio Palcos & Eventos
-Assessoria de comunicação: Keyler Simões
-Produção Executiva: Tudomais Produções


Realização: Centro de Apoio ao Desenvolvimento Osvaldo dos Santos Neves (Cadon)


Parceria: Universidade Federal de Alagoas (UFAL) e Fundação Cultural Palmares


Patrocínio: Petrobras através da Lei Rouanet (Lei de Incentivo à Cultura), do Ministério da Cultura
Informações: (82) 9971-4281 / 3315-5656
Blogo do projeto: dancaafroescolas.blogspot.com

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Lições de mestres

Mestre, a grosso modo, é aquele que ensina, que detém um conhecimento único e por isso é respeitado. Mas não precisa ser “letrado” para ser mestre. Alagoas é um celeiro de grandes mestres populares, mas infelizmente não são devidamente respeitados por isso, apesar de todo o seu conhecimento das coisas mais simples de nosso povo, que até para eles não passa de uma “brincadeira”, que é a forma a que se referem às mais diversas manifestações populares como reisado, guerreiro, pastoril, coco etc…, por esta razão também são chamados por “brincantes”.

O conhecimento formal é apenas (desculpe o trocadilho) uma formalidade, pois a grande maioria é analfabeta, mas nem por isso deixaram de conquistar o respeito Brasil afora. São inúmeros os casos de mestres que são convidados para apresentações e palestras em locais dos mais remotos aos mais conhecidos no Brasil e que muitas vezes são relegados ao esquecimento ou a pequenos eventos de alusão ao folclore.

A população em geral conhece muito pouco os nossos mestres e suas conquistas, muitas vezes pela falta de divulgação, apesar que hoje a informação está mais acessível graças à internet e pela mudança de consciência desta nova geração de jornalistas. Me formei em Jornalismo em 1998 e graças a uma bolsa de extensão da Pró-reitoria de extensão da UFAL em meu terceiro ano de curso, participei de um trabalho de resgate do Fandango do Pontal promovido por uma parceria entre a universidade e a Secretaria Estadual de Cultura que à época tinha o saudoso Ranilson França à frente. Foi quando conheci Mestre Isaldino, o grande responsável por essa retomada do Fandango. Foi um trabalho que durou uns seis meses e foi quando mantive o meu primeiro contato mais íntimo com a cultura popular… e foi determinante para o trabalho que desenvolvo hoje em dia.

O que me encantou e me encanta na cultura popular é a simplicidade com que tudo acontece, e foi um dos mais simples e ao mesmo tempo um dos mais fantásticos mestres da cultura popular que me fez respeitar e admirar essa arte mais ainda, há dez anos: Mestre Verdelinho, com quem tive o prazer de aprender, brincar, freqüentar sua casa e a trabalhar. Em 2006 produzi, com a direção musical de Jurandir Bozo, o seu único CD solo: Unirversando. Verdelinho era um exemplo de mestre, de pessoa, de profissional e de compositor, com um coração de ouro.

Como fiz com Verdelinho, pude conviver e trabalhar também com outros grandes mestres como: Mestre Venâncio, Mestra Hilda, Mestre Benon, Tororó do Rojão, Nelson da Rabeca, José Cícero, Franklin do pífano, Chau do Pife. Todos, pessoas muito simples, mas com uma paixão pela cultura como poucos. Aprendi com eles que apesar de mestres, todos tem os mesmos anseios e necessidades de qualquer outro. Sempre pude manter uma relação de muito respeito e de amizade, sem o distanciamento que muitos mantém, um dos aprendizados com mestre Ranílson França.

Infelizmente a maioria do que chamo de “meus mestres” já se foram: Isaldino, Verdelinho, Hilda, Venâncio, Franklin dos pífanos, além do próprio Ranilson, além de Dona Augusta, Maria do Carmo, Virgínia, Mestre Jaime, Fernando da Ilha do Ferro dentre outros. Todos deixaram grandes lições mas, a mais importante é a de que temos que valorizá-los enquanto vivos e aprender com eles para que não percamos contato com as mais simples manifestações populares fundamentais para a nossa própria identidade e para a nossa história.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Paripueira realiza 11ª edição da Festa Dark

Criada em 1994 por um grupo de amigos com o intuito de realizar uma festa divertida com um pouco mais do que só shows musicais. Assim surgiu a Festa Dark, de Paripueira (AL), localizada no litoral norte de Alagoas há 27 km de Maceió. Durante esse tempo a festa ficou sem ser realizada em seis anos, sendo que a última edição aconteceu em 2006.

 A festa mantém seu objetivo de ser pura diversão e por isso os ingressos são a preço popular, só R$ 5,00, e nesta edição, segundo o produtor do evento Genivaldo Silva, um outro atrativo será a realização do Concurso Miss Dark, onde as mais belas garotas da cidade disputam o título, e para que possam disputar o título há uma condição: quem está em idade escolar, tem que estar estudando. Serão 10 candidatas desafilando em traje de moda praia, com peças em filé produzidas por artesãs do projeto da ABEVILA, e em traje de noite.

Genivaldo explica que nos anos em que não foi realizada foi por falta de apoio, mas esse ano a Casa da Cultura ABEVILA (Associação Comunitária e Beneficente Vila Ana Maria) está dando o apoio necessário na produção: “A Festa Dark é um evento da juventude de Paripueira e para nós da ABEVILA, é uma forma, também, de divulgarmos a produção em filé que temos com as artesãs da cidade, por meio das participantes”, explicou Amaro Santos, presidente da ONG.

Serviço:
Festa Dark 2010, com o Concurso Miss Dark
Outras atrações:
-Deuses do Swing
-Mari e Junior
-Show com a transformista Ágatha Laser
Sábado, 18 de setembro
Local: Paripueira Praia Clube
Horário: 21h
Ingressos: R$ 5,00
Locais de venda em Paripueira:
- Lanchonete Coração de estudante
- Amorim Vídeo locadora
Informações: 9171-4326